quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DICIONÁRIO GAÚCHO DO BITATA


Após um estudo meticuloso e profundo sobre essa linguagem tão interessante, trago pra vocês um pouco do que é falado pelos bitatas ligados à cultura e costumes do Rio Grande do Sul para que analisemos a dificuldade de acompanhar e falar como eles.

Potgo, potganco ou potguilio: potro, potranco ou potrilho;
Potguego: potreiro;
Invegnada: invernada;
Invegnega: inverneira;
Campego: campeiro;
Queguência: querência;
Figuega: figueira;
Domego ou domadog: domero ou domador;
Tacugu: tacuru;
Manguega: mangueira;
Pedga: pedra;
Manguega de pédga: mangueira de pedra;
Togo: touro;
Ávogue: árvore;
Paiego: palheiro;
Espóga: espora;
Bagbicacho: barbicacho;
Fgueio: freio;
Ega boi: era boi;
Tganco: tranco;
Mogo: mouro;
Tganco do mogo: tranco do mouro.
Tgote: trote.

E muito mais...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

RADICALISMO

Alguns filhos não têm culpa pela ignorância dos pais...
Se o radicalismo e a ignorância são muito fortes em casa, procurem ajuda fora.
Um bom livro sempre é bom.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A FORÇA DA MODA

Não falo aqui da moda dos estilistas (aqueles que ditam o que muitos têm que vestir pra se sentirem melhores) mas sim da moda como estilo musical. Esse aqui é um simples relato de uma análise de como anda a música brasileira e a gaúcha por conseqüência.

É incrível como a moda faz muitas pessoas aderirem a um novo estilo e conseqüentemente mudarem completamente seu modo de se vestir, agir, falar e se comportar.

Há tempos atrás eu cheguei a ver cantores, músicos e compositores (esses até mais discretos, pois na maioria dos casos nem aparecem mesmo...) vestirem bombacha, lenço, bota, chapéu e interpretarem algumas composições que até eram interessantes, mas nada que se diga - "bah", que música bonita! Mas o tempo vai mudando e por um simples fato - a frustração - a coisa acaba mudando seus rumos e eles hoje em dia cantam outros estilos musicais ou, sendo mais exato, o que está na moda. Talvez um dia eles voltem. Vai saber... A moda vem e vai. Isso é um ciclo.

Isso vale apenas como um registro e não como crítica, pois o tempo vai passando e quero que daqui a uns anos alguém leia esse texto e veja que isso já estava escrito. De acordo com alguns pesquisadores, só vale o que já está escrito em algum lugar.

Portanto, eis aqui um simples relato.

Juliano Gomes
Porto Alegre, 04 de setembro de 2012.

domingo, 19 de agosto de 2012

O GAÚCHO VISTO PELOS OUTROS

Tenho visto muita coisa por aí mas uma tem me chamado mais a atenção...

Há muito tempo tento entender por que o gaúcho é visto por todo resto do país como grosso, gritão e ignorante. Depois de muito analisar os costumes, hábitos e posturas do gaúcho - claro que não generalizando - cheguei a uma simples conclusão. O problema está no próprio gaúcho.

Vejo muita gente que, infiltrado em sociedades que cultivam o "fala grosso", pregam um falso gauchismo sem ao menos terem lido algo que fale sobre a nossa história. Isso é fácil de ver até pelas poses nas fotos, pelas roupas extremamente largas, pelos lenços e chapéus gigantes e a falta de discernimento quando mal encilham um cavalo pra desfilar no 20 de setembro e sem a mínima vergonha, não se prestam para fazer um "toso" decente no animal... Resumindo: fiasco.

Nossa cultura é rica nos detalhes e não no simples fato de se cultuar uma pilcha, uma vestimenta. O gaúcho é mais que isso. Me envergonho de ver gente assim. Gente que acha que falar "feice buque" e camundongo (referindo-se ao mouse do computador) está sendo gaúcho, campeiro e mais macho que o outro.

Isso tudo faz com que os outros enxerguem o gaúcho como um idiota, falastrão e ignorante.

Eu digo pra vocês que sou gaúcho, me orgulho e não sou ignorante, grosso, burro e "fala grosso". Sou um gaúcho que admira nossa cultura, porém ouço e leio Chico Buarque, acompanho a evolução do mundo e me acostumo com os termos em inglês, pois todos programas em que trabalho no ambiente de gravação são nesse idioma. Fazer o quê? Eu fui à Escola, terminei o que tinha que terminar e optei por ser músico e compositor, não terminando a Faculdade, mas não é por isso que tenho que me mostrar um grosso, antiquado e alheio ao Progresso.

Pra quem acha que falar e se portar como grosso é bonito, digo-lhes que é o maior erro que se pode cometer. É isso que vai lá pra cima. Ou vocês acham que "eles" vão achar que dentro de um corpo ignorante, tem um cérebro inteligente e culto?

Abram os olhos e procurem ser vocês mesmos.
Garanto-lhes que se cada um fizer a sua parte, melhoraremos nosso "status" perante os outros.


Juliano Gomes
Porto Alegre, 19 de agosto de 2012.

terça-feira, 10 de julho de 2012

INVERSÃO DE VALORES

Fico pensando...

Como pode uma pessoa colocar uma postagem com versos da nossa música regional gaúcha e como fundo uma foto de um cowboy?

Essa é uma das muitas inversões de valores que temos aqui no nosso Estado e que acabam passando para nossos filhos. Depois eles não saberão o que é uma coisa e o que é outra coisa.

Procurem passar pra eles a coisa verdadeira. Nada contra os cowboys, mas se forem postar uma foto e essa seja de cowboy, escolham uma que tenha os versos do Willie Nelson.

Ficaria bem mais original.

sexta-feira, 6 de julho de 2012


Guga Carrera, Luis Carlos Borges, Nini Flores, eu, Rudi Flores e Leôncio Severo no Teatro Tulio Piva, em Porto Alegre-RS.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

NOSSA NOVA VIATURA


O Fabianinho foi num picaretoso do final da Ipiranga e conseguiu, enfim, comprar nossa nova viatura que batizamos de Xocolovaca.

VOTAÇÃO

Bom dia amigos.

Gostaria de agradecer aos amigos que votaram na enquete referente ao CD que finalmente já está nos finalmente. A vencedora foi a composição "Picador" e em seguida que voltarmos da Sapecada da Canção Nativa, que acontece nos dias 3, 4 e 5 de junho e terá transmissão ao vivo pela www.radiosul.net, como prometido, ela será mixada e colocada em primeira mão na programação da radio. Mais uma vez, obrigado a todos que colaboraram.


Grande abraço.
Juliano Gomes.

terça-feira, 8 de maio de 2012

MEU TEMPO...

É meus amigos...
Infelizmente meu tempo já passou...
Não pra mim, mas pra "eles".
Porém, sinto muito informar que se não me encaixo nos moldes atuais, azar...
Minha capacidade segue a mesma e meu pensamento firme como nunca.
Aquele novo tempo já está em vigor. Tempo esse em que eu e mais um lote não passamos de um passado, glorioso, porém desatualizado.
Vou me contentar a partir de agora em fazer o mesmo que sempre fiz, porém com bem menos interatividade, levando o que faço e o que sinto a uma pequena cota de amigos que não se encaixa nestes ditos moldes que a modernidade nos impõe.
Sou do tempo antigo, teimoso e me orgulho.
Mas também... Deito, encosto a cabeça no travesseiro e durmo tranquilo. Sem pensar que amanhã eu tenho que puxar o saco desse ou daquele pra conseguir algum êxito.

É a vida.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A ETERNA... E AGORA MAIS FORTE DO QUE NUNCA, BRIGA PELA AUDIÊNCIA

Amigos...

Tenho notado que hoje em dia a coisa está tão acirrada na questão da "audiência" e isso não vale só pros meios de comunicação e sim pra tudo.
Com o advento das ferramentas internéticas - as bem conhecidas redes sociais - a coisa toma um rumo impressionante e tenho visto uma briga feia de "uns" querendo aparecer mais que "outros". A eterna e agora mais forte do que nunca... Briga pela audiência. Confesso que isso me deixa um tanto triste porém não indignado. Cada um deve escolher seus "meios" e de repente esse é um meio de suprir a capacidade ou o próprio dom. Está mais que sabido que uma empresa tem que divulgar muito mais seu produto, ainda mais se ele é inferior aos outros.
A coisa nunca foi tão "assim" como está sendo. Prestem atenção e verão o que tento dizer nessas humildes linhas. E mais uma vez bato na mesma tecla, aquela que diz que as coisas estão mudando. Se pra pior, não sei, porém estamos à frente de um novo tempo. Um novo mundo. Uma nova cultura.

Porto Alegre, 02 de Maio de 2012.

Juliano Gomes.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

POSICIONAMENTO

Sei que com meus textos e minhas palavras conquistarei muitos inimigos e desafetos, mas também sei que seguirei cultivando o apreço e o apoio de uma minoria de pensadores intelectuais que ainda lutam pela verdadeira cultura e música gaúcha.
Também sei que isso pode parecer arrogância mas é uma questão de posicionamento...
Nos aguardem.
A seguir, cenas do próximo capítulo...

NOVOS TEMPOS

Tenho visto muitas coisas novas por aí... E não tão boas assim como eu esperava.
Governos sem escrúpulos e em conseqüência nada de valorização na área de Educação, Saúde, Segurança, Cultura, etc.
Confesso a vocês que tiro meu chapéu pra quem, no Brasil, escolhe ser bombeiro, professor, policial civil, policial militar e, principalmente, músico regional...
Y bueno... falemos da minha área, já que não posso mudar o resto...
Explico: vivemos numa época em que não se valoriza mais a cultura regional. Vocês podem até dizer que estou errado e que ainda se vê por aí algumas carinhas carimbadas se apresentando em um ou outro evento com temática regional. Porém, o que se vê é uma "avalanche" (guardem bem essa palavra pois foi a única que me veio na mente pra explicar isso) de duplas "sernatejo universitárias" - o que pude constatar vendo a programação de um grande rodeio que está por vir - invadindo-nos a mente e o espaço musical de nossos eventos culturais regionais. Eu sou do tempo que existiam as "campereadas" e que, hoje em dia, estão batizadas de "rodeios". Pausa para explicar o significado da palavra... Rodeio: (s.m. Giro, volta em redor de alguma coisa.) Isso na língua portuguesa. A palavra é também adotada na linguagem regional aqui no sul como “Bras. (RS) Ato de reunir o gado para marcar, apartar, etc. Parar rodeio, operação de reunir o gado, desde os locais mais distantes até o ponto fixado pelo rodeio”. No entanto, essa palavra foi adotada do idioma inglês “Rodeo”, que significa “Prática em voga nos meios rurais de alguns países que consiste em montar um cavalo ou boi não domesticados”. Portanto, onde quero chegar?
Bueno...
O que quero dizer é que mais uma vez estamos cultuando o que é dos outros e não o que é nosso de verdade.
Está sendo mais comum nesses ditos “rodeios” encontrarmos um chapéu de cowboy substituindo o do gaúcho, uma sela australiana substituindo o basto, botas country e sem falar no laço, que qualquer dia vai ser (se já não está sendo) substituído pela corda... E a trilha sonora... a (agora famosa e oficial) música sertanejo-universitária, que de sertaneja também não tem nada.
Miles e Miles de duplinhas que têm o único intuito de se aproveitarem da moda e assim ganharem milhares de reais e com isso ainda dizerem que têm família pra sustentar e alimentar, etc, etc.
Hoje em dia nem tento mais achar um fundo “cultural” nisso tudo, pois a minha música está cada vez mais sendo ouvida por menos gente e com isso estou cada vez mais caseiro e recluso em meu casulo, como grandes compositores gaúchos que não saem mais de suas casas.
Tenho tentado me contentar como a minoria que se cala e acaba ficando em casa ouvindo um Noel Guarany, um Marco Aurélio Vasconcellos, um Cesar Passarinho, um Cenair Maicá, um Leonel Gomez, um Jayme Caetano Braun, um Luiz Marenco, à espera de um novo tempo em que se olhe pra trás e se enxergue o que um dia foi nosso.

Juliano Gomes
Porto Alegre, 23 de Abril de 2012.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

REPERTÓRIO CD NOVO

Bueno amigos...
Como todos já sabem, estamos gravando e já está em fase final de gravações o CD "A modo de anunciação" aqui no Trio Estúdio, em Porto Alegre.
Um projeto que tenho com meus companheiros de trio, Rodrigo Maia e Fabiano Torres.
O CD reúne algumas das músicas que eu e meus amigos compositores fizemos e participamos de alguns festivais por aí. Além de mim (voz, violão e guitarrón), Rodrigo Maia (baixo acústico) e Fabiano Torres (gaita botonera e acordeon cromático), esse trabalho tem a participação especial de Clarissa Ferreira (violino), Fernando Leitzke (teclado) e mais alguma participação especial que ainda está em negociação.
Estamos fazendo com todo carinho, por isso toda essa demora.
Não esqueço também que estou devendo o CD "Solito no más" que está encostado por enquanto, devido a uma melhor escolha no repertório e a minha gaita estar para afinar em Caçapava do Sul no meu amigo Deco.
Portanto, resolvi presentear os amigos e postar aqui o repertório (depois de tanto tempo tirando uma que outra e botando mais alguma) do CD.
Esperamos que os amigos se agradem.


CD "A MODO DE ANUNCIAÇÃO"
(a ordem das músicas ainda pode ser modificada)


1.  VESTIDITO AMARILLO (part. esp.: Clarissa Ferreira)
(Evair Suarez Gomez e Juliano Gomes)

2. PICADOR (part. esp.: Fernando Leitzke)
(Evair Suarez Gomez e Juliano Gomes)

3. MANEADOR, SIM SENHOR!
(Evair Suarez Gomes e Juliano Gomes)

4. BATISMO (part. esp.: Clarissa Ferreira)
(Sergio Carvalho Pereira e Juliano Gomes)

5. UM CHAMAMECITO NO MÁS
(Fernando Soares e Juliano Gomes)

6. ALPARGATITA
(Evair Suarez Gomez – Cristian Camargo – Juliano Gomes)

7. PRA UM BUÇALZITO NO MÁS
(Evair Suarez Gomez e Juliano Gomes)

8. PALANQUERO
(Evair Suarez Gomez – Mauro Moraes – Leonel Gomez – Juliano Gomes)

9. RODEIO DAS ENTORADAS
(Evair Suarez Gomez – Rogério Ávila – Juliano Gomes)

10. A MODO DE ANUNCIAÇÃO
(Sergio Carvalho Pereira – Juliano Gomes)

11. SEBRUNA
(Evair Suarez Gomez – Juliano Gomes)

12. JUAN DOMINGUEZ, SIM SENHOR!
(Evair Suarez Gomez – Juliano Gomes)



Grande abraço a todos.
Juliano Gomes.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CONSIDERAÇÕES

Ontem enquanto meu time ainda ganhava o jogo, eu já tinha decidido escrever esse texto.

Após dois anos sem ver e nem sentir falta, ontem tive a infelicidade de assistir um jogo da Libertadores da América pela Globo.

Minha tristeza, que já vem de tempos, só aumentou ao ver uma equipe que a princípio e por questões de lógica e ética devia ser imparcial – dava pra sentir na manifestação mesmo que oral de um locutor infeliz e de um comentarista despreparado e de uma carreira sem sucesso nenhum – narrando o jogo como se houvesse só um time e, pior, só um jogador. Não nego que “ele” (o Neymar) seja bom. É muito bom e fora dos padrões normais. Beleza. Só que me refiro àquela velha história que pro resto do Brasil, não existimos.

Nós gaúchos somos meros coadjuvantes.

Não prego aqui nenhuma separação e nenhuma revolta armada, militar ou política. Tenho certeza de não ser o rei da verdade e de que não estou sozinho nesse pensamento. Mas convenhamos, povo gaúcho! Será que passaremos a vida inteira sendo desmoralizados, envergonhados e feitos de idiota?

Pro resto do Brasil, somos considerados veados, grossos, ignorantes e burros (tudo bem que tem gente pra todos gostos, mas não é regra), porém temos a história que o resto do país não tem. Temos vergonha na cara e lutamos pelo que achamos certo (pelo menos é nisso que venho querendo acreditar a muito tempo).

Impressiona-me muito um povo que interage e ainda torce pelos personagens de uma novela ou um big brother. Mas é isso que acontece. Uma mídia com uma programação vergonhosa, baseada em novelas. (Isso é ficção... Tudo mentira meus amigos... Não fiquem bravos porque a personagem má da novela fica fazendo falcatruas e maldades pra todo mundo.), programas para palhaços (os de auditório como o do nosso amigo Faustão, que ri da cara do povo, com os bolsos cheios de dinheiro e sabe disso) e esse programa que cria personalidades que ficam famosas por passarem 3 meses comendo do bom e do melhor, tirando a roupa e agora ainda fazendo sexo ao vivo, dando milhares de reais pra Embratel e pra Globo a cada paredão. Esses seres que ficam confinados sem terem o que fazer a não ser mostrar o próprio corpo são artistas e personalidades pra eles. Mas a mim não enganam.

Sei que após a publicação desse texto serei apoiado por poucos e criticado e odiado por muitos que dirão que sou isso ou aquilo e quem sou eu para dar moral para alguém e blá, blá, blá. Porém tenho vergonha na cara.

Agora a maioria dirá que falo demais e que não tenho razão no que falo porque a maioria vence. Quando eu morrer, serei taxado de mais um revolucionário. Porém quem se cala frente aos dominantes acaba sendo engolido e dominado, voltando a viver a sua vidinha de assalariado em suas casas e vendo o mundo passar sem tomar alguma providência, nem que seja ela verbal. Isso se chama atitude.

O quê dizer disso tudo?

Sou desmoralizado, feito de idiota, grosso e ignorante.

Sou brasileiro acima de tudo, porém sou gaúcho e me orgulho muito mais.

Juliano Gomes

Porto Alegre, 0:47h de 05/04/12

quinta-feira, 29 de março de 2012

SOMBRA



É necessário que se diga que necessitamos de pessoas boas acima de tudo ao nosso lado e me refiro também à hora do trabalho. Tenho o maior respeito por tantos e tantos músicos que nossa música gaúcha produz, mas uma coisa lhes digo: esse rapaz que está focado em destaque nessa foto é o respeito musical em pessoa; e isso me faz respeitá-lo como pessoa, acima de tudo, e como aquele que não pode faltar na maioria das minhas composições.
Obrigado Velho Diéque (Fabiano Torres).

Foto de Miza Limões.