sábado, 27 de dezembro de 2008
UM CANTO PARA MARTIN FIERRO - 10 ANOS
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
HOJE NAS LOJAS
Interpretado em sua maioria por LUIZ MARENCO, SENSITIVO ainda conta com participações muito especiais de PIRISCA GRECCO e MARCELO OLIVEIRA e com duas letras de ANOMAR DANUBIO VIEIRA e GUJO TEIXEIRA musicados por Juliano Gomes.
O CD tem também um tema instrumental de JULIANO GOMES que foi vencedor da mais recente edição do Seival (festival de poesia e música instrumental) de São Lourenço do Sul.
CD “SENSITIVO”
POEMAS DE EVAIR SUAREZ GOMEZ E FERNANDO SOARES
MELODIAS DE JULIANO GOMES
INTERPRETAÇÃO DE LUIZ MARENCO
terça-feira, 18 de novembro de 2008
JÁ FAZ ALGUM TEMPO...
JÁ FAZ ALGUM TEMPO...
Foi lá pelos idos de 1986 o meu primeiro prêmio de 2° lugar no 1° Ponteio de Gaita Ponto da Rádio Maratan em Santana do Livramento - RS.
A cara inchada aí é de choro...
Na foto me entregando o troféu, o grande amigo e poeta (saudoso) Lauro Antonio Corrêa Simões.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
CD SENSITIVO
Interpretado em sua maioria por LUIZ MARENCO, SENSITIVO ainda conta com participações muito especiais de PIRISCA GRECCO e MARCELO OLIVEIRA e com duas letras de ANOMAR DANUBIO VIEIRA e GUJO TEIXEIRA musicados por Juliano Gomes.
POEMAS DE EVAIR SUAREZ GOMEZ E FERNANDO SOARES
MELODIAS DE JULIANO GOMES
INTERPRETAÇÃO DE LUIZ MARENCO
“SENSITIVO” é a realização de um projeto que reúne três grandes compositores do nosso Estado: Evair Suarez Gomez (letrista), Fernando Soares (letrista) e Juliano Gomes (músico, compositor e arranjador). Nascidos em Sant’Ana do Livramento, participam ativamente de festivais nativistas – sendo premiados em muitos deles – e têm muitos de seus trabalhos gravados por grandes cantores da música nativa do Rio Grande do Sul.
Devido a pouca tiragem da maioria dos discos de festivais, que acabam não chegando a uma grande parte do público consumidor de música, esses três compositores decidiram registrar alguns de seus trabalhos em um CD denominado “SENSITIVO”. Para a gravação deste CD, foram escolhidos músicos de grande destaque em nosso Estado e, para a interpretação deste trabalho, foi convidado um dos maiores cantores da música gaúcha: LUIZ MARENCO. O convite foi prontamente aceito por Luiz Marenco, por se tratar de um disco que retrata muito bem a cultura de um povo, seus costumes e sua gente.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
HISTÓRIAS DE MÚSICAS
terça-feira, 28 de outubro de 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008
UM TEXTO INTERESSANTÍSSIMO DE ARNALDO JABOR
O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam "que horror". Sabem do roubo do político e falam "que vergonha". Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam "que absurdo". Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem "que baixaria". Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram "que medo". E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição "neste país". Do ressentimento passivo à participação "ativa".
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra! "Como a aurora precursora/do farol da divindade, /foi o vinte desetembro/o precursor da liberdade". Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão; até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é "comunidade". Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é...
Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os "ressentimentos passivos" se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de "basta" contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem "liga". Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa "liga". A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo. Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda: "...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra..."
Arnaldo Jabor
HISTÓRIAS DE MÚSICAS
O Anomar arrendava um campo em Encruzilhada do Sul - RS. E volta e meia quando eu não tinha compromisso nos fins de semana ele me convidava pra ir pra lá arejar a cabeça e dar uma mão pra ele e pro Sr. Baltar (na época, capataz do estabelecimento) pra banhar, colocar brinco e dosar alguns bois.
Foi numa destas empreitadas que depois de passar o dia inteiro na volta da mangueira lidando aqui e ali que ao nos recolhermos pras casa resolvemos fazer uma caipira e uma bóia. Um fazia a caipira e o outro fazia a bóia. E enquanto o Anomar lidava com as panela foi que eu peguei o violão. Me lembro que fazia um frio véio de renguear cusco.
Fiquei meio que na beira do fogo.
Depois que o Anomar encaminhou a bóia e ficamos só pela cozinhada do arroz é que resolvemos tentar fazer uma música. Até aí ninguém sabia se ia sair alguma coisa que prestasse ou não.
Bueno...
A letra veio e a melodia veio de arrasto.
Mas o interessante de tudo isso é que não sentamos pra fazer "tal" música.
A música que saiu foi ela: Pra bailar de cola atada.
E o mais importante: ela foi feita como uma música pra alegrar... sem a mínima pretensão de incentivar a prostituição. Porque pra nós que nascemos na fronteira, um baile de cola atada é um baile bom, onde se dança a noite inteira. A história que contam que as mulheres dançavam com o vestido atado na cintura e que era um baile no chinaredo é coisa do passado.
E afinal... já não se faz mais bailes como antigamente.